quarta-feira, 6 de outubro de 2010

40º GASSHUKU DOJINMON REGIONAL - GRAMADO - RS

Será realiado entre os dias 22 à 24 de outubro/2010, a 40º edição do Gasshuku Dojinmon Regional - Rio Grande do Sul, com organização do Sensei Nelson Guimarães - 5º Dan Wado-Ryu - 6º Dan CBK, na Casa da Juventude na Cidade de Gramado-RS
Estas 40 edições foram realizadas nesta Casa em Gramado, em 30 anos, desde 1980.

Estes Gasshukus foram iniciados por Mestre Takeo Suzuki - 8º Dan Wado-Ryu, e muitos deles tiveram a sua presença.

Como tivemos também a presença do Monge Tokuda e da Monja Isshin, coordenando a parte de meditação e espiritual do Gasshuku.

Em 1995, realizamos o maior de todos os eventos com a presença do Mestre filho do fundador do Wado-Ryu Karate-Do, Hironori Otsuka II, neste edição tivemos mais de 200 participantes.

Os Gasshukus Dojinmon se caracterizam pela disciplina, baseados nos Gasshukus japoneses, e Sesshins da Escola Zen-Budista, e pela prática do Budô.

Neste encontros levantamos as 5:30 da manhã e aminhamos em volta do lago negro durante o alvorecer, depois temos práticas de Zazen (meditação) e Do-In (automassagem), após é servido o café da manhã. Após breve descanso temos novamente Zazen, palestras sobre o tema do Budô, e treinamento de karate, a tarde repete-se a mesma programação e a noite temos filmes sobre temas relacionados, após um último Zazen vão todos deitar-se em silêncio.

Devemos ressaltar que os Gasshukus são uma forma de encontro consigo mesmo, onde devemos falar o mínimo possível, manter-se em silêncio nas refeições, sempre buscando o foco de um espaço de tempo na vida cotidiana, para estarmos concentrados em conhecermos um pouco mais de nós mesmos.

Ao final num almoço de confraternização no domingo, temos um momento de alegria e descontração, onde apesar de muito cansados, todos demonstram alegria e felicidade pela experiência inolvidável por que passaram.
Invariavelmente retornam na próxima edição.

O caso mais curioso foi de uma aluna que declarou que odiou a experiência ao final de um Gasshuku, mas na outra edição estava ela presente e declarando que se deu conta quando voltou a sua vida cotidiana de quão rica foi a experiência.

Nestas práticas são admitidos acompanhantes leigos ligados a familia do praticante, desde que estejam dispostos a seguir a disciplina do evento.




quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Adoro assistir aos jogos olímpicos e as disputas desportivas.

Mas mesmo gostando dos jogos competitivos não quero nosso Karate-Do Wado-Ryu nos jogos olímpicos.

As modalidades olímpicas não são Artes Marciais e não estão embasadas no Budô (Metafilosofia Zen), não pretende buscar o verdadeiro eu, nem o auto-conhecimento e a luta consigo mesmo, premissas básicas das Artes Marciais, que também não estão presentes nos esportes de luta.

As Artes Marciais não são esportes. Nem no sentido lúdico, muito menos no competitivo.

Ao se desportivisar o Budô, estamos perdendo sua essência, sua maior contribuição que não é a luta em si, que não é vencer ao outro, que não é vencer o recorde, que não é ser o melhor, o medalha de ouro. A contribuição maior do Budô não está fora de nós, ao contrario esta na busca do auto-conhecimento, na busca do nosso verdadeiro eu, através de praticas pretensamente lúdicas e desportivas que nos propiciam atingir estágios do nosso desenvolvimento pessoal que a vida cotidiana não nos permite.

Surgiu-me a vontade de escrever este texto ao ler a seguinte passagem do livro BUDA, escrito por DEEPAK CHOPRA:

“Gautama mergulhou nos estudos dos Vedas, as antigas escrituras, e aquilo que Alara lhe dissera era parte das escrituras sagradas. Cada pessoa possui dois eus: um eu inferior, nascido da carne e preso às ilusões do mundo material, e um eu superior, eterno e nunca nascido, que não se prende a nada. O eu inferior busca o prazer; o eu superior só conhece o Êxtase. O eu inferior sofre com a dor; o eu superior jamais sentiu dor. Se isso fosse mesmo verdade, então Gautama precisaria encontrar seu eu superior, do contrário se perderia na areia movediça das ilusões de sua mente.”

Será que no desporto estamos nos fixando neste eu inferior, ligado ao dualismo, do perder e ganhar, nas emoções mundanas, onde o perdedor de hoje será o vencedor de amanhã, nos perdendo na areia movediça das ilusões das vitórias passageiras. Perdendo assim de desenvolver o eu superior e alcançar o verdadeiro êxtase. Desperdiçando a oportunidade de praticar a vitória de toda a vida através da Arte Marcial, ou seja, ao vencermos a nós mesmos estamos tendo uma vitória que levaremos para toda a vida, pois estaremos mudando nossa maneira de ser, estaremos dominando o lado do nosso eu inferior, o que nos propiciará a navegar em águas mais profundas da existência humana.

Noutro parágrafo do mesmo livro BUDA, DEEPAK CHOPRA diz:

“- A sua alma é tão invisível quanto Deus, mas ela lhe pertence. É a sua centelha divina, oculta e disfarçada por desejos inquietos. O seu atmã esta sempre observando-o sem que você perceba. Mas você só se preocupa com sua próxima refeição, sua próxima briga, seu próximo medo. Seu atmã sempre o aproxima do divino, mas você não lhe da atenção. Em vez disso, precisa de mil desejos. Fique sereno e conheça a sua alma. Busque-a e, quando a encontrar, pegue-a para si, pois vale mais do que ouro.”

Palavras sábias, neste momento me vejo mais na busca da minha alma do que do ouro, mesmo que ele esteja em forma de uma medalha olímpica.

A arte Marcial e principalmente o Karate-Do Wado-Ryu, criando pelo Grande Mestre Hironori Otsuka, e ensinado aqui no Rio Grande do Sul pelo Mestre Takeo Suzuki, ambos tive a honra de conhecer, Mestre Otsuka pouco tempo antes de sua morte em sua última demonstração pública em Tokyo no Japão, e Mestre Suzuki introdutor do Karate no Rio Grande do Sul, com quem comecei a receber os conhecimentos sobre o Budo 1974, de quem sou discípulo até os dias de hoje. Modalidade esta que me considero um especialista, pela dedicação de 34 anos a sua prática diária, além de ter aprendido com a maioria dos grandes mestres deste estilo de Karate, como o próprio filho do Mestre Criador Otsuka II, que em duas ocasiões trouxemos ao Rio Grande do Sul para ministrar seminários; também tive a oportunidade de praticar com inúmeros mestres de outros estilos.

Toda esta bagagem do conhecimento técnico e filosófico, embasada em vivências com o budismo e a leitura de inúmeros livros sobre assunto. Além da vivência como mestre de Karate ministrando aulas a mais de 30 anos, tendo sido fundador da Federação Gaúcha de Karate e seu presidente de 1989 a 1997, além de ter participado de campeonatos internacionais, tanto como atleta, como árbitro e dirigente desportivo, fundamenta a minha convicção que Arte Marcial e principalmente o Karate-Do Wado-Ryu não é esporte. Quanto mais me aprofundo nesta linha ou estilo, mais convicto me torno do paradigma que sou tornou o esporte para a Arte Marcial.

Na verdade o esporte é apenas uma centelha do todo que é a Arte Marcial, mas as armadilhas do nosso eu inferior fazem com que os praticantes acabem dedicando todo o seu aprendizado para o esporte, deixando o Budô como uma referência distante que alguns poucos ouviram falar.

Na pratica da Arte Marcial pretendo encontrar a minha alma, pois ela vale mais do que ouro.

Sensei Nelson Guimarães

Faixa Preta 6º Dan CBK* (Brasil), 5º Dan Wado-Ryu Katate-Do (Japão)

Fundador da FGK* e primeiro presidente 1989/1997

Membro do Conselho Regional de Desportos 1992/2001

Árbitro e instrutor internacional

Arquiteto

*CBK – Confederação Brasileira de Karate

*FGK – Federação Gaúcha de Karate

domingo, 25 de novembro de 2007


Gasshuku Dojinmon - Regional
Gramado - RS
26 à 28 de novembro de 2007
Na foto Dojô Dojinmon de Gramado

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Gasshuku Dojinmon 2007 - Gramado 26/28 outubro

O segundo Gasshuku Dojinmon Regional de 2007, será de 26 à 28 de outubro de 2007 - na Casa da Juventude em Gramado.

O ponto mais bonito de Gramado, vamos meditar, praticar Do-In, ouvir palestras, caminhar em volta do lago no amanhecer em meio das araucárias e praticar muito Karate-Do Wado-Ryu.

Um Spa de crecimento pessoal para aqueles que querem algo mais da vida, dispostos a dar mais de sí, para chegarem alem do que a vida cotidiana nos permite.